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domingo, 20 de maio de 2012

Oração dos Índios Sioux

Oh, Grande Espírito,
cuja voz eu ouço nos ventos,
e cujo alento doa vida a todo o mundo,
ouve a minha súplica.
Eu sou pequeno e fraco.
Preciso da tua força e da tua sabedoria.
Permite-me andar na beleza
e faz com que os meus olhos
contemplem sempre as cores do pôr-do-sol.
.
Faz com que as minhas mãos
respeitem as coisas que criaste
e que os meus ouvidos se agucem
para que eu possa ouvir a tua voz.
Faz-me sábio
para que eu possa entender
as coisas que ensinaste aos meus antepassados.
Permite-me aprender as lições que escondeste
em cada pedra
e em cada folha.
.
Eu procuro força,
não para ser maior que os meus irmãos e irmãs,
mas para lutar contra o meu maior inimigo
- eu mesmo.
Faz-me sempre pronto para chegar até ti
com as mãos limpas
e com os olhos firmes.
Para que, quando a minha vida desaparecer
como um pôr-do-sol,
o meu espírito possa ir até ti
sem nenhum traço de vergonha. 

Resistência Final de Custer (Custer's last stand)



Cenas de Filho da estrela da manhã [Son of the morning star] (1991)

Provérbios Sioux



"Tudo está ligado, como o sangue que une uma família.
Todas as coisas estão ligadas.
O que acontece a Terra recai sobre os filhos da Terra.
Não foi o homem que teceu a trama da vida.
Ele é só um fio dentro dela.
Tudo o que fizer à teia, estará fazendo a si mesmo
."
(Chefe Sioux)





"Não aponte apenas o caminho, seja o guia. "
(Sabedoria Sioux)




"Ajudai-me, óh Manitu, a não julgar meu semelhante antes que eu tenha andado sete dias com suas sandálias.” (Povérbio dos índios Sioux)




" Quando a última árvore for cortada, quando o último rio for poluído, quando o último peixe for pescado,aí sim eles verão que dinheiro não se come…" (Provérbio Sioux)




sábado, 19 de maio de 2012

Símbolos, Cerimônias e Rituais Sioux


 A cerimônia dos Irmãos de Sangue: Dá-se um pequeno corte nas mãos dos guerreiros e fazem um juramento. A base da Cerimônia dos Irmãos de Sangue é jurar eterna lealdade a uma amigo, agora transformado em Irmão.



 Cerimônia da Contagem de Golpes: As conquistas guerreiras eram narradas e os atos de valor e coragem exaltados. O cocar, símbolo do chefe, tinha relação direta com a Contagem de Golpes pois cada pena presente no cocar simbolizava uma façanha, um ato de bravura, realizado tanto na guerra quanto na paz.


Contadores de Histórias: Algumas noites eram dedicadas às Histórias e às tradições. Esses Contadores de Histórias usavam uma pequena mecha com tranças e nós, que lhes caía pelo meio da testa e que os caracterizava como professores e historiadores da Tribo. Um Cabelo Trançado do sexo masculino não precisava participar das batalhas, mas deveria observar tudo e recordar-se mais tarde, passo a passo, do desenrolar da luta. Já um cabelo trançado do sexo feminino era a historiadora que mantinha viva a tradição feminina e que deveria ensinar as mulheres mais jovens a sentir orgulho de seus respectivos papéis dentro da Tribo. Os Contadores de Histórias viajavam entre os grupos e as Tribos das diversas Nações, levando as notícias dos acontecimentos que afetavam a todos os Nativos.



 A Pintura de Guerra e a Pintura Cerimonial: A Cara Pintada usada nas ocasiões de guerra tinha por intenção assustar o inimigo e ressaltar a expressão de bravura de cada Guerreiro. Costumavam pintar seus cavalos como extensão da sua pintura.

Filme: Um Homem Chamado Cavalo

 Esse filme de 1970 sobre os índios Sioux e os conflitos com o homem branco, inclui rituais praticados pelos Sioux. Numa cena do filme, é mostrada a dolorosa e impressionante Dança do Sol, o que para eles significava um grande ato de bravura.

Sinopse:
John Morgan, um aristocrata inglês de modos refinados, capturado pelos índios, é inicialmente escravizado e tratado como um animal de carga pelos guerreiros. Depois é colocado para trabalhar com as mulheres da tribo, em seus afazeres domésticos. Com o tempo ele aprende a respeitar a cultura nativa, ao mesmo tempo que seus captores o aceitam como um dos seus. Na tribo há outro homem branco cativo, Batise, que só pensa em escapar. Morgan chega a matar dois selvagens das tribos rivais (e os escalpela) e com isso consegue receber o almejado status de guerreiro, passando a ser chamado de Horse pelos outros. Deseja se casar com uma índia, mas para isso deve passar por todo o doloroso ritual imposto pelas tradições da tribo.


 O roteiro é baseado no conto A Man Called Horse, de 1968, do livro Indian Country de Dorothy M. Johnson.


Ficha Técnica:


Titulo Original:
A Man Called Horse
Título Traduzido:
Um Homem Chamado Cavalo
Gênero:
Western
Duração:
1h55min
Diretor:
Elliot Silverstein.
Ano de Lançamento:
1970


 Elenco:
  • Richard Harris ... John Morgan
  • Judith Anderson ... Buffalo Cow Head
  • Jean Gascon ... Batise
  • Manu Tupou ... Mão Amarela
  • Corinna Tsopei ... Running Deer
  • Dub Taylor ... Joe
  • James Gammon ... Ed
  • William Jordan ... Bent
  • Eddie Little Sky ... Black Eagle
  • Michael Baseleon ... Longfoot
  • Lina Marín ... Thorn Rose
  • Tamara Garina ... Elk Woman
  • Terry Leonard ... Striking Bear
  • Iron Eyes Cody ... Feiticeiro
  • Tom Tyon ... Feiticeiro
  • Figurantes da tribo Rosebud Sioux de Dakota do Sul


O filme teve duas seqüências, ambas estreladas por Richard Harris:

A vingança de um homem chamado cavalo (The Return of a Man Called Horse)


Triumphs of a Man Called Horse (1983)

terça-feira, 15 de maio de 2012

Enterrem Meu Coração Na Curva do Rio - Music Video

Filme: Enterrem Meu Coração Na Curva do Rio





Enterrem Meu Coração Na Curva do Rio (Bury My Heart at Wounded Knee) é um telefilme estadunidense produzido pela HBO de 2007, do gênero drama histórico, dirigido por Yves Simoneau.

O título do filme (e do livro) foi retirado de um verso de Stephen Vincent Benet, do poema American Names.


Sinopse:

O filme começa contando o início da história de um jovem Sioux, Ohiyesa, que escapa da morte enquanto um amigo é morto por batedores do General Custer. E a sua luta na batalha de Little Big Horn, quando ganhou uma pena de águia, da qual tinha orgulho. Com a chegada de seu pai Dakota, que havia se convertido ao Cristianismo, Ohiysea é obrigado a deixar a tribo e se torna Charles Eastman, um promissor estudante e médico formado.Usado como exemplo de adaptação de um índio ao modo de viver dos brancos, Eastman acaba conhecendo o Senador Dawes, que pede sua ajuda para aprovar uma lei que distribuirá as terras indígenas (Lei Dawes). Também se casa com uma ativista branca da causa indígena.


Nesse ínterim, o cacique Touro Sentado, que tinha se recusado a se render e se exilado junto com seu povo e outras tribos no Canadá, onde contavam com a proteção da Rainha Vitória (sob certas condições), acaba retornando e aceita ir para uma reserva. Eastman recebe notícias das péssimas condições de vida de seus compatriotas nas reservas, e resolve se mudar para uma delas, Pine Redge, onde começa a trabalhar como médico. Nessa reserva, além de Touro Sentado, também se encontra o antigo chefe Nuvem Vermelha.

 


 Touro Sentado irrita os brancos responsáveis pela reserva, pois não se submete às regras impostas aos demais índios. Ele ganha dinheiro com sua fama, saindo da reserva para excursionar com o show de Buffalo Bill. Também vende fotos e souvenirs aos turistas. Essa atitude também exacerba os rancores de antigos inimigos índios dos seus tempos de líder tribal.



Charles Eastman (Adam Beach) e
Elaine Goodale (Anna Paquin)
   Eastman se afasta de Dawes cada vez mais, que também não consegue convencer os índios de que sua legislação é boa. Touro Sentado e Nuvem Vermelha apóiam a resistência à Dawes. Ao mesmo tempo, um novo xamã (Wovoka) cria um culto baseado numa profecia que diz que os brancos irão desaparecer da Terra. Para que isso aconteça, é necessário que os índios executem a dança conhecida por "Dança Fantasma". Touro Sentado autoriza o culto, o pretexto que os inimigos dele esperavam para agir. O ataque culmina com o massacre de Wounded Knee (um riacho dentro da reserva), ocorrido em 29 de dezembro de 1890.

Elenco:
  • August Schellenberg .... Touro Sentado
  • Eric Schweig .... Gall
  • Gordon Tootoosis .... Nuvem Vermelha
  • Wes Studi .... Wovoka
  • Aidan Quinn .... senador Henry L. Dawes
  • Adam Beach .... Charles Eastman
  • J.K. Simmons .... McLaughlin
  • Colm Feore .... general William Tecumseh Sherman
  • Fred Thompson .... presidente Ulysses S. Grant
  • Anna Paquin .... Elaine Goodale

Principais prêmios e indicações:
  • O filme recebeu 17 indicações para o Prêmio Emmy, recebendo seis prêmios.
  • Teve três indicações para o Globo de Ouro:
    • Melhor filme de televisão ou minissérie
    • Melhor ator filme de televisão ou minissérie (Adam Beach)
    • Melhor atriz coadjuvante - minisséries ou filme de televisão (Anna Paquin)
  • Venceu o Broadcast Film Critics Association Awards na categoria de melhor filme para a televisão.
 Fonte: Wikipedia

sábado, 12 de maio de 2012

Outras Funções

 Nem todos os homens Sioux eram guerreiros ou caçadores. Havia também os contadores de histórias, e os que pintavam em couro de búfalo.


Os contadores de hitórias
eram muito valorizados entre o
povo Sioux

  Os Sioux acreditavam que as pessoas devem fazer o trabalho que fazem melhor.

A Religião dos Sioux

 A religião era parte da vida cotidiana dos Sioux. Eles acreditavam que tudo tinha um espírito. Havia espirítos subaquáticos, que controlavam todas os animais e plantas. Alto no céu, eles acreditavam que estavam os espíritos chamados Thundebirds. Os Thundebirds eram os espíritos mais poderosos, exceto para o Grande Espírito, que era a força suprema, o mais poderoso de todos.

 O Grande Espírito foi o deus Sioux. Outro espírito também foi a Mulher Búfalo Branco, que deu a cada tribo um cachimbo sagrado. Quando aceso, os fumantes eram supostamente capazes de ter visões. Visões eram coisas muito poderosas. Eles acreditavam que os sonhos e visões eram maneiras de falar com os espíritos.
Mulher Búfalo Branco

  Os Sioux praticavam cerimônias religiosas o ano inteiro. Havia geralmente apenas um homem que servia como médico por tribo. O homem que tinha essa função realizava cerimônias. Cada cerimônia geralmente homenageava um só espírito.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

A História de Nuvem Vermelha (Red Cloud)

Nuvem Vermelha ou Red Cloud (Lakota: Makhpiya Luta), (1822–10 de dezembro de 1909) foi um líder ameríndio, da tribo Oglala Lakota (Sioux). Um dos maiores inimigos do exército dos Estados Unidos, suas grandes batalhas ficaram conhecidas como Red Cloud's War ou A Guerra de Nuvem Vermelha (1866-1868). O objetivo da luta era o domínio das terras de Powder River, noroeste de Wyoming e sudeste de Montana.


 Nuvem Vermelha nasceu no atual estado de Nebraska, e na juventude guerreou com as tribos vizinhas Pawnee e Crow. Em 1851, foi assinado um tratado no Fort Laramie pelos Sioux, no qual os EUA estabeleciam limites para as terras indígenas. Em 1865, Nuvem Vermelha e outros líderes se sentiram traídos com o estabelecimento de fortes militares na chamada Trilha Bozeman, considerando isto uma quebra do tratado. Em junho de 1865 foi reunida uma coalizão formada pelos Woqini (Roman Nose) e Cheyenne, que atacaram um posto militar em North Platte River. Em 1866, começa a Guerra que resultou em um novo tratado de Laramie, no qual ficou acertado que o exército abandonasse a trilha Bozeman e respeitasse as terras Lakota. Em 1871, Nuvem Vermelha foi até Washington D.C. e se encontrou com o presidente Ulysses S. Grant.


 Em 1874, o General Custer fez uma missão de reconhecimento dentro do território Sioux, de onde surgiu a notícia de que havia ouro em Black Hills, uma terra sagrada para os índios. O exército se comprometeu a manter os garimpeiros fora da área, mas não cumpriu, irritando novamente os índios. Nuvem Vermelha e outros líderes rejeitaram um novo tratado. Sem o acordo de paz, acabou estourando outra guerra indígena, a Guerra Lakota-Sioux de 1876-1877, liderada por Cavalo Louco (Crazy Horse) e Touro Sentado (Sitting Bull). Com o fim da guerra, Nuvem Vermelha foi forçado a se mudar para a Reserva de Pine Ridge.


 Nuvem Vermelha continuou a luta de seu povo, agora na Reserva. Em 1889 ele se opôs a uma venda de terras Sioux; também foi um duro negociador junto ao Dr. Valentine McGillycuddy, se opondo a Lei Dawes.

Nuvem Vermelha morreu em 1909, em Pine Ridge.


Fonte: Dee Brown, Enterrem meu coração da curva do rio. Editora Círculo do Livro S/A - 1970

quinta-feira, 10 de maio de 2012

A História de Touro Sentado (Sitting Bull)

Touro Sentado - Chefe Sioux

Touro Sentado, cujo nome em Lakota: Tatanka Yotanka, se traduz aproximadamente para “O touro ou búfalo que descansa” nasceu entre os Sioux Hunkpapa, ramificação da tribo Lakota, em torno de 1830. Tornou-se chefe em 1856 e foi uma das peças chave na resistência nativa contra o avanço americano nas colinas Black Hills do território Dakota.

Touro Sentado foi um jovem precoce, caçando e guerreando desde pequeno: Aos dez havia matado seu primeiro búfalo. Ainda adolescente, foi introduzido nas poderosas sociedades guerreiras “Guerreiro do Coração Forte” e “Devorador Silencioso”.


Tornou-se um guerreiro temido e perigoso, a despeito de seu coxear devido a um ferimento de bala que sofreu quando criança, Touro Sentado era um nome temido entre os Lakota, liderando ainda jovem seu povo em numerosas vitórias contra oturas tribos.

Leia Mais: Cultura Mix (A História Completa de Touro Sentado)



Em sioux, Tatanka Iyotake significa «Búfalo Macho Sentado». O nome de Touro Sentado chegou ao português através da tradução do inglês, Sitting Bull, posto que bull, além de significar touro, utiliza-se para denominar os machos de animais similares aos bois, como os búfalos e bisontes.


 Fonte: Wikipedia/Touro Sentado


Filme: Coração Guerreiro (Crazy Horse)

Sinopse: A história do grande chefe Sioux Oglala Cavalo doido (Crazy Horse) famoso por ter vencido a 7a cavalaria do general Custer. Filmado com elenco indígena, conta com atores de peso, como Michael Greyeyes e Wes Studi (o Magua de "O último dos moicanos").
Narra a trajetória de Cavalo doido desde a infância, quando alcançou "visões" e presenciou chacinas realizadas pelo homem branco, e posteriormente a ascenção à liderança de sua tribo, e a resistência em nome de seus direitos e de seu povo, suas terras.

Ficha Técnica

Título Original: Crazy Horse
Gênero: Faroeste
País: Eua
Duração: 100 min
Ano: 1996

Elenco:

Michael Greyeyes- Cavalo Doido (Crazy Horse)
Nathahniel Arcand- Little Hawk
John Finn - General Crook
Zahn McClamon- Little Big Man
August Schellemberg- Touro sentado
Wes Studi- Red Cloud
Peter Horton- General Custe

Os Chefes


   Os chefes Sioux eram homens que faziam por merecer esse título. Eles deviam ser pessoas gentis, generosas, humildes e sábias. Os chefes Sioux eram muito respeitosos, principalmente com mulheres e crianças. Diferentemente do que alguns possam imaginar, eles eram calmos, amorosos e pacientes.

 Para ser um chefe Sioux, era preciso ter no mínimo 50 anos de idade. Eles sabiam que as pessoas mais vividas são naturalmente mais experientes e sábias.

 O verdadeiro chefe era dotado de grande compaixão e fidelidade ao grupo, muitas vezes em sacrifício da própria individualidade.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Filme: O Guerreiro Sioux


 Sinopse: Aventura romântica que reúne Turner e Bergin, na história de uma moça branca, Sarah, que a caminho de seu casamento, presencia um ataque a Sioux a caravana onde viaja, e acaba apaixonando-se por um dos guerreiros. Um novo encontro entre os dois resulta no sequestro de Sarah, e enquanto seu marido e a cavalaria americana declaram guerra a nação Sioux, ela aprende os costumes do povo e passa a viver como uma verdadeira índia.
 

Ficha Técninca:
Título Original: Stolen Woman
Gênero: Faroeste
País: Eua
Duração: 91 min
Elenco: Dennis Weaver, Janine Turner, Jean Louisa Kelly, Patrick Bergin.
Ano: 1996

A História de Crazy Horse (Cavalo Louco)

 Entre muitos grandes guerreiros Sioux, se destaca Crazy Horse (Cavalo Louco). Vamos aprender um pouco mais sobre essa grande personalidade que nunca deve ser esquecida.

 Crazy Horse (ou Tashunkewitko no idioma original Lakota), nasceu no Rio republicano em 1845. Ele era um homem extraordinariamente belo, dizem que sua estatura era praticamente perfeita. Além disso, ele era modesto e cortês. Crazy Horse era um guerreiro nato. No entanto, ele era um guerreiro gentil, um verdadeiro valente, que representava o ideal mais elevado dos Sioux.


 Na infância de Crazy Horse, os Sioux raramente viam homens brancos. Ele foi cuidadosamente criado de acordo com os costumes tribais. Naquela época, cada conquista dos filhos, por menor que fosse, era digna de uma festa em sua honra. O primeiro passo sozinho, a primeira palavra, a passagem para a masculinidade ou feminilidade, nada passava desapercebido pelos pais carinhosos. Sob tais condições a vida de Crazy Horse começou. Os seus pais trataram de ensiná-lo desde cedo a ter características como generosidade, coragem e abnegação.
 Dizem que, em um inverno rigoroso, quando Crazy Horse ainda era só uma criança, havia pouquíssima comida. Isso porque os búfalos não foram encontrados. Crazy Horse então montou em seu cavalo de estimação e atravessou os campos afim de conseguir alimento. Descobriu-se que os seu seus pais não o haviam autorizado. Crazy Horse conseguiu a comida, mas a mesma acabou sendo repartida com as outras famílias da aldeia. No final, restou só o suficiente para duas refeições.

 Crazy Horse amava cavalos, e ganhou um do seu pai quando ainda era bem jovem. Ele era um excelente cavaleiro e acompanhou várias vezes o seu pai na caça de búfalos e tornou-se também um ótimo caçador.

 Crazy Horse tinha um irmão mais novo a quem ele amava muito. Dizem que, em certa ocasião, ele salvou o irmão de um urso, lutando com o animal até que ele recuasse.

 Aos 16 anos, ele se juntou a um poderoso grupo de guerra. Nas batalhas ele se mostrava um companheiro determinado que arriscou a própria vida para salvar a dos seus amigos.

 Devido ao seu excelente desempenho nas batalhas e suas muitas vitórias contra tribos inimigas, Crazy Horse foi considerado um herói indígena.

 Foi-se observado também que ele, mesmo tendo a chance, muitas vezes se absteve de matar e apenas golpeou o inimigo.

 Em certa batalha liderada por Crazy Horse, ele perdeu o irmão tão amado quando ele foi derrubado do cavalo e morto.

 Conta-se que em um inverno, Crazy Horse matou dez búfalos. Quando os caçadores voltaram, estes vieram cantando canções de agradecimento.

 Ele atingiu a maioridade quando já havia conflitos entre os Sioux e os homens brancos. Entretanto, ele nunca tinha lutado com os brancos até o momento, e certamente nenhum golpe ainda havia sido contado ou escalpelamento de um deles.

 Crazy Horse tinha 21 anos quanto todos os chefes Sioux se reuniram e decidiram defender uma forte resistência contra os invasores brancos. Crazy Horse não tomou parte na discussão do Conselho. Apesar de tão jovem, ele já era um líder entre eles.

 O ataque ao forte Phil Kearny foi o primeiro fruto da nova política, e aqui Crazy Horse foi escolhido para liderar o ataque aos lenhadores, destinados a chamar soldados para fora do forte enquanto um exército de seiscentos índios estavam a sua espera. O sucesso dessa estrategema foi reforçado por sua manipulação magistral dos homens. A partir desde momento um guerra iniciava. Touro Sentado (Chefe Sioux) olhou para Crazy Horse como um líder de guerra, e até os chefes Cheyenne, aliados dos Sioux, praticamente admitiram a sua liderança.

 Crazy Horse era um homem de ações e não de palavras. Ele foi um membro do Coração Forte e de muitas outras sociedades guerreiras.

 Foram inúmeras as vitórias de Crazy Horse no campo de batalha. Até mesmo os soldados brancos foram obrigados a reconhecerem por diversas vezes a excelente e notável habilidade desse guerreiro.

 Por volta de 1877, entretanto, Crazy Horse foi pego em uma armadilha dos soldados americanos. Eles o mantiveram preso, com as mãos atadas. Crazy Horse então disse para aqueles homens: "Deixe-me ir! Deixe-me morrer lutando!". Ele então tentou pegar a sua faca para se soltar, mas foi bruscamente impedido pelos soldados. Ele começou a lutar, e foi aí que um soldado o traspassou com a sua baioneta. A ferida foi mortal, e ele morreu no decorrer da noite.

 Crazy Horse morreu com apenas 33 anos de idade, no Forte Robinson, Nebraska, em 1877. O seu pai, cantando uma canção de morte, carregou o corpo, que segundo os Sioux não deveria mais ser poluído pelo toque de um homem branco.

 Assim morreu um dos mais hábeis e verdadeiros índios americanos. Sua vida era o ideal, seu registro limpo. Essa é com certeza uma personalidade que deve ser lembrada por infinitas gerações. Crazy Horse foi um exemplo para todos nós. São pessoas assim que dão um verdadeiro sentido a palavra GUERREIRO.


terça-feira, 8 de maio de 2012

Spirit - O Corcel Indomavel - Esse é o meu Lugar

Filme: Spirit - O Corcel Indomável

 Sinopse: No final do século XVII em pleno Oeste norte-americano vive Spirit, um cavalo que resiste a ser domado pelo homem. Ele se apaixona por uma égua local, chamada Chuva, e desenvolve uma grande amizade com um jovem índio Lakota chamado Pequeno Rio. Juntos eles acompanham a colonização do local onde vivem, percebendo as mudanças que a chegada da civilização fazem em seu dia-a-dia.



Título Original: Spirit: Stallion of the Cimarron
Gênero: Desenho Animado
Origem/Ano: EUA/2002
Duração: 78 min
Direção: Lorna Cook / Kelly Asbury


Spirit - O Corcel Indomável é um filme que mostra a maravilhosa relação de amizade e respeito entre o índio e os animais. Nos ensina que a única maneira de conseguir a confiança e o carinho de um animal (mesmo que este seja feroz), é através do respeito e principalmente do amor.




Os Guerreiros

 Os guerreiros eram homens bem treinados. Eles não atacavam perto de casa. Nas batalhas eles usavam cavalos e quanto as armas, eles usavam lanças, arcos e flechas. Esses guerreiros raramente lutavam até a morte. Em vez disso, costumavam praticar a Contagem de Golpes (tocando o adversário no campo de batalha sem prejudicá-lo), roubando do inimigo uma arma, cavalo, ou forçando os inimigos a se retirarem.
 Os Sioux eram incrivelmente bons na guerra. Tanto que, muitas tribos os temiam.



 A perda do prestígio era a pior coisa que poderia acontecer a um guerreiro. No caso de uma crise de honra, um guerreiro podia até mesmo ser expulso de sua Tribo. Quando a infração era muito séria, a Nação inteira nunca mais receberia aquele indivíduo junto às suas fogueiras.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Os Caçadores e as Formas de Caça

 Os caçadores eram homens de honra para os Sioux. Eles executavam a perigosa tarefa de matar búfalos e outros animais de menor porte.



 As caçadas praticadas por esses indígenas eram, acima de tudo, emocionantes. A adrenalina gerada pela peligrosidade movia os caçadores. E também o infindável amor pelo que faziam.



 Montados em seu cavalos, os Sioux usavam arcos, flechas e lanças para caçar. Eles também costumavam emitir gritos para estimular a caçada e a montaria em pleno ritmo.


 Além da coragem, as caçadas exigiam velocidade, agilidade e resistência. As caçadas eram organizadas pelos chefes tribais. Ninguém saía por conta própria para caçar. Essa era uma função rigidamente estruturada pela tribo. Era preciso obedecer os líderes na caça de búfalos.



 Os índios não praticavam nenhuma espécie de matança descontrolada de búfalos. Eles sabiam o quanto esse animal era importante tanto para eles quanto para a natureza, por isso só matavam o necessário, para que não houvesse uma dizimação.



 Uma forma dos índios Sioux caçarem búfalos, foi sorrateiramente se aproximar da manada vestindo peles de lobo como camuflagem e em seguida atacá-los com arcos e flechas. Elas poderiam também usar armadilhas e provocar incêndios controlados para grupar os animais em armadilhas e penhascos.



 Hoje, a emoção e o perigo das caçadas vivem apenas nas histórias proferidas pelos pesquisadores e no trabalho de um artista.

domingo, 6 de maio de 2012

Dances With Wolves - John Dunbar Theme - John Barry

Dança com Lobos - Trailer

Filme: Dança Com Lobos


Sinopse: John Dunbar (Costner) é um oficial de cavalaria que se destaca como herói na Guerra Civil Americana e, por isto, recebe o privilégio de escolher onde quer servir. Ele escolhe um posto longínquo e solitário, na fronteira. Ali estabelece amizade com um grupo de índios Sioux - Lakota, sacrificando a sua carreira e os laços com o exército estadunidense em favor da sua ligação com este povo, que o adopta.


Ficha Técnica
Estados Unidos

1990 • cor • 180 min

Direção: Kevin Costner

Roteiro: Michael Blake

Género: Drama, aventura






 Dança Com Lobos (Dances With Wolves) é um filme extremamente emocionante, que toca o coração de quem o assiste, que nos faz voltar no tempo e saber a fundo como eram os costumes e estilo de vida Sioux. O filme mostra claramente a tremenda ignorância do ser humano ao massacrar os povos indígenas e privá-los dos seus principais direitos. Um filme que ficará para sempre no seu coração, digno de ser visto inúmeras vezes e aplaudido de pé em todas elas.